Se engana quem pensa que as redes sociais servem apenas para o lazer. O fato de poder formar uma rede de contatos fez com que o uso de ferramentas como Orkut e Facebook, por exemplo, se tornassem um meio de buscar emprego e se mostrar disponĂvel Ă s novas oportunidades. No Orkut, a rede de relacionamentos mais popular no paĂs, há 996 comunidades com a palavra “emprego”. Elas oferecem vagas com carteira assinada, trabalhos temporários, estágios e programas de trainee nas mais diversas áreas e regiões do paĂs. A comunidade “Empregos em SĂŁo Paulo”, por exemplo, conta com quase 10.000 membros.
Recentemente, o serviço de microblogs Twitter vem ganhando a atenção dos usuários. Ele é a rede que mais cresce em todo o mundo. Lançado em 2004, o Twitter registrou 19,1 milhões de usuários em março, segundo a comScore, empresa de medição de audiência na internet, um aumento de 194% em relação a fevereiro. É claro que uma rede tão grande se torna um bom lugar para a divulgação de vagas. Pensando nisso, o foi inaugurado o serviço Twitter Jobs, que compila vagas de diversas áreas postadas na rede.
Mas há tambĂ©m perfis criados especificamente para isso. É o caso de Trampos, criado em maio de 2008, pelo webdesginer Tiago Yonamine, destinado principalmente Ă profissionais que trabalham com internet. Desde entĂŁo foram postadas 280 vagas e cerca de 50 pessoas foram contratadas. Entre elas está a designer industrial Vanessa Marques. A paulistana de 29 anos trabalha como arquiteta de informação da agĂŞncia de publicidade Almap BBDO há oito meses. Ela decidiu procurar uma nova oportunidade quando soube que a produtora onde trabalhava iria fechar. “Consegui cinco entrevistas em um mĂŞs. Foi a primeira vez que procurei emprego na internet”, conta ela que tambĂ©m ficava de olho nas oportunidades do portal Click Jobs, especializado em vagas para a internet.
Sem dĂşvida a rede social que mais se destaca na busca por empregos e formação de contatos Ă© o LinkedIn. Criado em 2003 pelo empresário americano Reid Hoffman (leia entrevista aqui), o site conta hoje com 41 milhões de usuários – 500 mil deles sĂł no Brasil, o que faz o paĂs figurar na lista dos dez maiores em nĂşmero de cadastrados. Gratuitamente, profissionais de qualquer área e escolaridade podem se cadastrar e participar de grupos de empregos. Mesmo com essa democracia, o LinkedIn se tornou referĂŞncia para headhunters em busca de profissionais qualificados. E tem se mostrado eficaz.
É o caso da analista de TI Solange Oliveira, de 40 anos. Há trĂŞs anos quando ela criou um perfil no LinkedIn, seu objetivo inicial era outro. “Queria apenas manter contato com as pessoas que trabalharam comigo. NĂŁo acreditava que poderia conseguir um emprego”, diz ela. A rede de contatos – uma das bases do site – ajudou Solange. Depois de deixar o cargo de gerente de TI, ela avisou em seu perfil que buscava novas oportunidades. No mesmo dia, recebeu o contato do diretor de uma empresa de materiais esportivos para saber se ela gostaria de participar de um novo projeto. O diretor da empresa Ă© amigo de um ex-colega de trabalho de Solange, que a recomendou para a vaga. “NĂłs marcamos uma conversa pelo Skype e depois de trĂŞs semanas fechamos o contrato quando ele veio participar de um evento em SĂŁo Paulo”, conta ela que hoje ganha o dobro do salário anterior como diretora de e-commerce. O projeto, ainda sigiloso, vai construir uma rede de e-commerce para a empresa. Agora, ela tambĂ©m está contratando novos profissionais para sua equipe via LinkedIn.
QI com recompensa
Uma das formas mais comuns encontradas por consultores de recursos humanos para encontrar candidatos é a indicação. Pensando nisso, dois novos sites apostam na figura do indicador para encurtar o tempo do processo de seleção, baseados no site inglês Zubka. Em março deste ano, a empresa de RH Allis, uma das maiores do Brasil, lançou o Indica, um site de hunting online.
O Indica é procurado por empresas para divulgar oportunidades de emprego. Qualquer um pode indicar profissionais que atendam aos requisitos das vagas divulgadas no site. A empresa faz então uma triagem dos melhores candidatos e envia para as empresas. Se alguém da lista for contratado, o Indica recebe uma comissão de 60% do salário mensal do novo funcionário. Já a pessoa que fez a indicação pelo site recebe uma comissão de 300 a 2.500 reais.
“A ideia Ă© que em dois ou trĂŞs dias vocĂŞ tenha uma lista de candidatos para uma vaga, enquanto um processo de seleção normal, sem o uso de internet, mas atravĂ©s de headhunters, leva cerca de duas semanas”, explica o criador do site Dan Turkieniez. Segundo ele, o serviço Ă© particularmente interessante para empregos com salários de 2.000 a 15.000 reais, um nicho ainda pouco atendido por headhunters e consultorias de RH.
A base atual do site tem 5.000 indicadores e cem empresas cadastradas – entre elas, a Natura e a Odebrecht. Para evitar indicações aleatĂłrias de candidatos, apenas visando a recompensa, o nĂşmero do CPF Ă© pedido na hora do registro, e um ranking de indicadores Ă© feito regularmente. “Quem abusar, fica bloqueado no sistema”, diz Dan.
O Indica foi inaugurado recentemente, mas já possui concorrentes. O engenheiro Helder Santos e a consultora de recursos humanos Fran Winandy criaram em novembro de 2008 o Alludere. A ideia do site Ă© focar tambĂ©m nos indicadores. Neles e nas empresas apenas. A empresa anuncia suas vagas e o site dispara alertas para sua rede de 1 000 indicadores que enviam currĂculos de candidatos Ă Alludere. Lá Ă© feita uma triagem dos candidatos e os mais qualificados sĂŁo encaminhados para a prĂłxima etapa do processo.
“Como ainda somos um serviço recente, as empresas ainda mantĂ©m paralelamente seus prĂłprios mĂ©todos de seleção, seja por headhunters ou internamente”, explica Fran. Caso um candidato seja contratado pela empresa, o indicador recebe 50% dos honorários pagos a Alludere. “Nosso preço varia de 8% a 11% do salário anual. A ideia Ă© ter o valor menor que um headhunter, que cobra de 15% a 22%”, diz Fran.
Há quase dois meses, a publicitária Flávia Favaro Moreno, de 33 anos, foi contratada como gerente de comunicação corporativa da Eurofarma num processo que durou apenas dez dias. A indicação foi da administradora Christine Gautier, da Bebop Consulting, com quem a Alludere já havia entrado em contato para fazer parte do banco de indicadores. “Depois da entrevista com a Christine passei por mais duas etapas: entrevista no RH da empresa e com a diretora da minha área”, conta Flávia.
Cadastre seu currĂculo
Uma das dicas dos profissionais de recursos humanos Ă© para que os candidatos se cadastrem na página do trabalhe conosco. “É o primeiro lugar que as empresas olham quando precisam de alguĂ©m”, diz Jairo Okret, sĂłcio-diretor da Korn/Ferry, responsável pela área de TI para busca de profissionais. Para a consultora Jacqueline Resch, da Resch Recursos Humanos, os candidatos nĂŁo apenas cadastrar, mas sempre atualizar seus currĂculos em sites de empresas.
Tradicionais e eficazes tambĂ©m sĂŁo os sites que funcionam como banco de currĂculos. Um exemplo Ă© o americano Monster, um dos maiores do mundo, com 80 milhões de cadastrados. Criado em 1994, o site sĂł chegou ao Brasil há dois anos. A versĂŁo nacional ainda Ă© pequena, mas vem apresentando um forte ritmo de crescimento. Em janeiro de 2008 havia 20 000 usuários. Um ano depois o nĂşmero saltou para 180 000, com a maioria das vagas para ensino superior, com foco em nas áreas de vendas, marketing, finanças, TI, telecom, administrativo e engenharia. O usuário se cadastra no banco de dados gratuitamente.Como aparecer na internet
Uma das dicas dos profissionais de recursos humanos Ă© para que os candidatos se cadastrem na página do trabalhe conosco. “É o primeiro lugar que as empresas olham quando precisam de alguĂ©m”, diz Jairo Okret, sĂłcio-diretor da Korn/Ferry, responsável pela área de TI para busca de profissionais. Para a consultora Jacqueline Resch, da Resch Recursos Humanos, os candidatos nĂŁo apenas cadastrar, mas sempre atualizar seus currĂculos em sites de empresas.
Tradicionais e eficazes tambĂ©m sĂŁo os sites que funcionam como banco de currĂculos. Um exemplo Ă© o americano Monster, um dos maiores do mundo, com 80 milhões de cadastrados. Criado em 1994, o site sĂł chegou ao Brasil há dois anos. A versĂŁo nacional ainda Ă© pequena, mas vem apresentando um forte ritmo de crescimento. Em janeiro de 2008 havia 20 000 usuários. Um ano depois o nĂşmero saltou para 180 000, com a maioria das vagas para ensino superior, com foco em nas áreas de vendas, marketing, finanças, TI, telecom, administrativo e engenharia. O usuário se cadastra no banco de dados gratuitamente.Como aparecer na internet
Dicas:
- Cadastre-se no canal “Trabalhe Conosco” das empresas que vocĂŞ tem interesse. É o primeiro lugar onde as empresas buscam novos profissionais.
- Mantenha seu currĂculo atualizado em sites de recrutamento e consultorias de RH.
- Nas redes sociais, faça networking com pessoas da área que vocĂŞ atua. Mostre-se disponĂvel a novas oportunidades, mas tome cuidado com a exposição excessiva.
- Manter um blog sobre o assunto que vocĂŞ domina Ă© um jeito de divulgar seu trabalho.
Fonte: http://rhautomotive.wordpress.com/
- Mantenha seu currĂculo atualizado em sites de recrutamento e consultorias de RH.
- Nas redes sociais, faça networking com pessoas da área que vocĂŞ atua. Mostre-se disponĂvel a novas oportunidades, mas tome cuidado com a exposição excessiva.
- Manter um blog sobre o assunto que vocĂŞ domina Ă© um jeito de divulgar seu trabalho.
Fonte: http://rhautomotive.wordpress.com/
Nenhum comentário:
Postar um comentário